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Argentina, Brasil, Paraguai (suspenso), Uruguai, Venezuela e em 2012 o início da adesão da Bolívia, são os países que formam o bloco econômico denominado Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). Os quatro primeiros países assinaram, em 1991, o Tratado de Assunção, com o objetivo de criar o MERCOSUL, que se estabeleceu institucionalmente em 1994.

(Miyazaki, Silvio Y. Horizontes do MERCOSUL. Geografia e Conhecimento Prático. Edição 56‐ Agosto de 2014 p.12.)


Sobre o MERCOSUL, analise as afirmativas a seguir.

I. Uma das cláusulas do MERCOSUL é de que as negociações para acordos de comércio devem ser sempre individualmente.

II. A Argentina é um importante parceiro comercial do Brasil, sendo o mais importante item nesse fluxo o comércio automotivo.

III. Entre os acordos comerciais em que o MERCOSUL está em negociação há anos, um destaque é com a União Europeia.

IV. Passados vinte anos desde o início do MERCOSUL, há plena liberdade para a circulação de mercadorias, como se pode observar entre os seus sócios: Brasil e Argentina.

V. No que se refere à entrada de novos membros no MERCOSUL, ainda que haja concordância dos governos nacionais, o ingresso somente se efetiva, quando é aprovado pelos parlamentos de cada um dos países.


Estão corretas as afirmativas

Uma das características do mundo atual é a exigência de fluidez para a circulação de ideias, mensagens, produtos ou dinheiro, interessando aos atores hegemônicos. A fluidez contemporânea é baseada nas redes técnicas, que são um dos suportes da competitividade. Daí a busca voraz de ainda mais fluidez, levando à procura de novas técnicas ainda mais eficazes. A fluidez é, ao mesmo tempo, uma causa, uma condição e um resultado.
SANTOS, M. A natureza do espaço: tempo e técnica, razão e emoção. São Paulo: Edusp,2008.
A fluidez é uma realidade do meio geográfico do terceiro milênio e se traduz, entre outras realidades, na interdependência dos mercados financeiros, concretizada
Os novos subespaços não são igualmente capazes de rentabilizar uma produção. Cada combinação tem sua própria lógica e autoriza formas de ação específicas a agentes econômicos e sociais específicos. Os lugares se especializam, em função de suas virtualidades naturais, de sua realidade técnica, de suas vantagens de ordem social. Isso responde à exigência de maior segurança e rentabilidade para capitais obrigados a uma competitividade sempre crescente. Isso conduz a uma marcante heterogeneidade entre as unidades territoriais, com uma divisão do trabalho mais profunda e, também, uma vida de relações mais intensa.
Fonte: SANTOS, M. A natureza do espaço: tempo e técnica, razão e emoção. São Paulo: Edusp,2008.
O fragmento acima se trata das disputas entre subespaços, no âmbito da lógica capitalista, que se evidencia com a internacionalização das economias e a dinâmica das empresas multinacionais. Esse processo é conhecido como
Desde que o capitalismo retomou sua expansão pelo mundo, em seguida à Segunda Grande Guerra Mundial, muitos começaram a reconhecer que o mundo estava se tornando o cenário de um vasto processo de internacionalização do capital. Algo jamais visto anteriormente em escala semelhante, por sua intensidade e generalidade. O capital perdia parcialmente sua característica nacional, tais como a inglesa, norte-americana, alemã, japonesa, francesa ou outra, e adquiria uma conotação internacional. Ao mesmo tempo em que começavam a predominar os movimentos e as formas de reprodução do capital em escala internacional, este capital alterava as condições dos movimentos e das formas de reprodução do capital em âmbito nacional. Aos poucos, as formas singulares e particulares do capital, âmbitos nacional e setorial, subordinaram-se às formas do capital em geral, conforme seus movimentos e suas formas de reprodução em âmbito internacional. IANNI, O. Teorias da Globalização.9 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,2001.
O processo de que trata o texto está intimamente ligado à
Uma nova economia surgiu em escala global no último quartel do século XX. Chamo-a de informacional, global e em rede para identificar suas características fundamentais e diferenciadas e enfatizar sua interligação. É informacional porque a produtividade e a competitividade de unidades ou agentes nessa economia dependem basicamente de sua capacidade de gerar, processar e aplicar de forma eficiente a informação baseada em conhecimentos. É global porque as principais atividades produtivas, o consumo e a circulação, assim como seus componentes, estão organizados em escala global. É rede porque, nas novas condições históricas, a produtividade é gerada, e a concorrência é feita em uma rede global de interação entre redes empresariais. CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra,1999. (Adaptado).
Conforme evidenciado no texto, o espaço econômico do final do século XX