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A turma do Clube da Esquina era pós-tropicalista, menos na imagem e mais no som, avançando por outros caminhos. Mesclava bossa nova, elementos do jazz e do rock, especialmente dos Beatles – e também música folclórica negra e sacra do barroco mineiro, sem esquecer os laços com a erudita hispânica.

FAOUR, Rodrigo. História da música popular brasileira: sem preconceitos. Vol. 1. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 397.

As opções a seguir indicam corretamente características do movimento musical Clube da Esquina, à exceção de uma. Assinalea.
A historiografia recente sobre a emancipação política do Brasil rejeita a narrativa de uma transição pacífica e consensual orquestrada exclusivamente por Dom Pedro I no Rio de Janeiro. Historiadores demonstram que o processo de separação de Portugal foi marcado por violentas guerras civis regionalizadas (na Bahia, no Piauí, no Maranhão e na Província Cisplatina), onde diferentes projetos políticos disputavam o futuro do território.

Sob a ótica dos conflitos provinciais na Independência, a resistência das juntas governativas do Norte e Nordeste à autoridade do Rio de Janeiro se justificava historicamente porque: 

A historiografia contemporânea tem revisado as revoltas anticoloniais no Brasil do final do século XVIII, superando a narrativa nacionalista do século XIX que as enxergava apenas como antecipações heróicas da independência. Ao analisar a Conjuração Baiana (1798), também conhecida como Revolta dos Alfaiates, historiadores destacam a circulação de ideias revolucionárias e a composição social heterogênea do movimento.


Sob a ótica da História Social e das conexões atlânticas no período colonial, a especificidade histórica da Conjuração Baiana reside no fato de que: 

A expansão das fronteiras coloniais da América Portuguesa não resultou apenas de determinações metropolitanas ou da assinatura de tratados diplomáticos. Ao longo dos séculos XVII e XVIII, esse processo foi impulsionado por expedições exploratórias, atividades missionárias, interesses econômicos, conflitos militares e pela atuação de diferentes grupos indígenas, que ora resistiram ao avanço colonial, ora estabeleceram alianças e negociações com os agentes da colonização. Dessa forma, a ocupação efetiva do território ultrapassou os limites originalmente definidos pelo Tratado de Tordesilhas, contribuindo para a configuração espacial do Brasil.

Considerando o contexto histórico da dinâmica de expansão das fronteiras coloniais da América Lusitana entre os séculos XVII e XVIII, bem como o debate historiográfico sobre a ocupação do território, assinale a alternativa CORRETA. 
"É preciso superar a visão de que os índios foram vítimas indefesas da colonização ou que apenas assistiram passivamente à ação histórica dos europeus. Os índios do passado foram, e os do presente continuam sendo, sujeitos da história."

(HENRIQUE, Márcio Couto. Sem Vieira nem Pombal: Índios na Amazônia do século XIX. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018.)

A partir da perspectiva historiográfica apresentada pelo autor e dos estudos recentes sobre os povos indígenas durante o período colonial brasileiro, assinale a alternativa correta.