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O Império Bizantino, sucessor da parte oriental do Império Romano, desenvolveu uma complexa rede de relações políticas, culturais e religiosas que tiveram um impacto duradouro na história da Europa e do Oriente Médio. Com base na análise dos aspectos históricos e culturais do Império Bizantino, avalie as alternativas a seguir:

I. O Império Bizantino, apesar de seu sucesso em manter a coesão política e cultural por vários séculos, viu um declínio significativo no final do século XI devido à falta de intercâmbio cultural com o Ocidente e ao enfraquecimento das rotas comerciais.
II. O reinado de Justiniano é frequentemente associado à tentativa de reunificação do Império Romano por meio de campanhas militares extensas na Itália, norte da África e Península Ibérica, que foram, em grande parte, bem-sucedidas até serem revertidas por invasões subsequentes de povos árabes e normandos.
III. A importância do Corpus Juris Civilis, elaborado sob Justiniano, não se restringiu ao contexto bizantino, mas teve uma influência significativa no desenvolvimento dos sistemas jurídicos europeus medievais, constituindo a base para muitos dos conceitos jurídicos modernos na Europa Ocidental.
IV. Durante a Revolta de Nika em 532, o imperador Justiniano conseguiu não apenas sufocar os rebeldes, mas também consolidar sua posição ao implementar reformas administrativas e de cobrança de impostos que ampliaram o controle estatal sobre as finanças e a administração local.
V. A crescente influência do cristianismo ortodoxo, no Império Bizantino, resultou em uma significativa divisão com o Ocidente, não apenas por diferenças teológicas, mas também por uma crescente desconexão cultural e política, culminando no Grande Cisma de 1054 e na separação definitiva da Igreja Ocidental e Oriental.

É correto o que se afirma em:
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) marcou um ponto de inflexão significativo na redefinição do papel das mulheres na sociedade. Durante esse período, as mulheres assumiram diversas funções que tradicionalmente eram reservadas aos homens, o que levou a mudanças sociais duradouras.

Considerando o papel das mulheres na Segunda Guerra Mundial e as consequências sociais desse período, assinale a alternativa correta: 
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A relação entre Tempo e História é um campo de estudo complexo e multifacetado, abordado por filósofos e historiadores de diferentes maneiras. Ao contrário do tempo científico, o tempo na historiografia é visto de forma distinta, sendo uma combinação de aspectos teóricos e práticos. Para historiadores, o tempo é fundamental para a criação das narrativas históricas e reflete a experiência individual e cultural. Cada sociedade tem sua própria compreensão do tempo, que pode ser cíclico, linear, estático ou dinâmico, influenciando a forma como entendem suas interações com a natureza e a sociedade. O termo “tempo” pode significar várias coisas, como passado, ciclos ou eras, o que pode complicar as discussões teóricas e compreensão pública. Diversas filosofias e teorias sobre o tempo, como cronologias e periodizações, surgem de diferentes visões culturais e históricas.

Guezer, Raqual. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24, Oct. 2002. Disponível em: GLEZER, Raquel. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24,Oct. 2002. Disponível em: <http:icienciaecultura.bvs.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S000-672520020002000218Ing=en&nrm=iso>. Acesso em 21 Julho 2024.

A relação entre Tempo e História envolve uma série de conceitos e abordagens teóricas que influenciam a forma como interpretamos o passado. O entendimento do tempo, na historiografia, difere do conceito científico e pode afetar a maneira como os historiadores constroem suas narrativas e análises. Com base nas informações fornecidas e no seu conhecimento sobre a teoria histórica e as noções de tempo, assinale a alternativa correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

“Defendo vigorosamente a opinião de que aquilo que os historiadores investigam é real. O ponto do qual os historiadores devem partir, por mais longe dele que possam chegar, é a distinção fundamental e, para eles, absolutamente central, entre fato comprovável e ficção, entre declarações históricas baseadas em evidências e sujeitas a evidenciação e aquelas que não o são.

[...] Acredito que sem a distinção entre o que é e o que não é assim, não pode haver história. Roma derrotou e destruiu Cartago nas Guerras Púnicas, e não o contrário. O modo como montamos e interpretamos nossa amostra escolhida de dados verificáveis (que pode incluir não só o que aconteceu, mas o que as pessoas pensaram a respeito) é outra questão”.

A compreensão da história envolve uma complexa análise que precisa estar assentada em abordagens teóricas que servem de lentes para interpretar os eventos. Apesar das divergências historiográficas, todas estão empenhadas em um projeto de produção intelectual responsável que objetiva trazer entendimento sobre o passado e como o mundo passou a ser como é hoje.

Com base no seu conhecimento sobre perspectivas teóricas historiográficas, analise as afirmações a seguir:

I. A Escola dos Annales, fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, revolucionou a historiografia ao incorporar o estudo das mentalidades e das estruturas sociais de longa duração, desafiando o foco tradicional nos eventos políticos e nas grandes figuras históricas.
II. O Positivismo, defendido por Auguste Comte, é uma abordagem historiográfica que enfatiza a subjetividade na interpretação dos eventos históricos, priorizando narrativas literárias e pessoais ao invés de fatos comprováveis.
III. A História Cultural, que ganhou destaque no século XX, rejeita completamente o uso de fontes documentais e se baseia exclusivamente em análises literárias e artísticas para entender o passado.
IV. O Marxismo estabelece a análise a partir das estruturas econômicas e das relações de classe como determinantes fundamentais dos processos históricos, enfatizando a luta de classes como motor da história.
V. O Pós-estruturalismo/pós-modernismo questiona a objetividade e a linearidade da história, destacando a multiplicidade de narrativas e a influência do poder e do discurso na construção do conhecimento histórico. É correto o que se afirma em:
"O conflito entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupações, eles foram expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam."

Disponível: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/ 2023-10/israel-hamas-palestina-entenda-guerra-no-orientemedio#:~:text=O%20conflito%20entre%20Israel%20e,terras %2C%20ampliaram%20e%20as%20perderam.


O conflito citado no trecho acima tem um peso histórico impossível de ser mensurado e se intensificou em outubro de 2023, quando o Hamas invadiu o país israelense, cometendo os mais diversos tipos de barbárie, que vêm sendo revidadas por Israel. A região onde essa disputa se concentra hoje, é chamada de: