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Em uma escola municipal, a professora Nilda tradicionalmente realiza a verificação da aprendizagem por meio de provas escritas bimestrais, cuja pontuação é somada a outras atividades para compor a média dos estudantes. Ao perceber que alguns alunos apresentavam dificuldades persistentes, participou de uma formação continuada sobre avaliação da aprendizagem. A partir das discussões realizadas, passou a questionar se os procedimentos que utilizava permitiam, de fato, identificar as necessidades de aprendizagem dos estudantes e orientar sua intervenção pedagógica. Considerando uma concepção de avaliação comprometida com o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para a professora Nilda:
Analise as afirmações a seguir sobre interdisciplinaridade e transdisciplinaridade e classifiqueas como verdadeiras (V) ou falsas (F):

I. A interdisciplinaridade consiste na abordagem de um determinado tema por diferentes disciplinas de forma isolada, sem que haja diálogo, interação ou articulação entre os conhecimentos produzidos por cada área.
II. A interdisciplinaridade diz respeito apenas ao estudo de um mesmo objeto por diferentes disciplinas, de forma simultânea.
III. A transdisciplinaridade, como indica o prefixo “trans”, diz respeito àquilo que está, ao mesmo tempo, entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de qualquer disciplina.

Assinale a alternativa que apresenta apenas a(s) afirmação(ões) correta(s):
Carlinhos é um estudante com deficiência intelectual matriculado em uma escola inclusiva. Ao concluir o Ensino Fundamental I, ainda apresentava dificuldades significativas no processo de alfabetização e letramento. Não realizava leitura com compreensão, apresentava dificuldades para produzir pequenos textos de forma autônoma e ainda não utilizava adequadamente a linguagem matemática para resolver situações envolvendo as quatro operações fundamentais. Ao analisar a trajetória escolar de Carlinhos, a equipe pedagógica constatou que, durante os anos de escolarização, não foram assegurados de forma adequada os recursos de acessibilidade, as estratégias pedagógicas diferenciadas, o acompanhamento individualizado e os apoios necessários para favorecer sua aprendizagem e participação. Considerando a perspectiva da educação inclusiva e a classificação apresentada por Rosita Edler Carvalho, a situação vivenciada por Carlinhos caracteriza-se como:
O professor de Língua Portuguesa do ensino básico deve estar voltado para a versatilidade do uso de diferentes tipos textuais a fim de direcionar o conhecimento linguístico do aluno-aprendiz. Para isso, o estreitamento da apresentação de textos diversos, principalmente aqueles mais próximos do cotidiano de leitura dos discentes, mostra-se como estratégia pedagógica válida para a execução desta tarefa. Diante disso, leia o texto a seguir antes de responder ao que se pede.

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Sobre o texto acima em relação ao uso de livros didáticos, é correto afirmar em relação ao comentário da personagem que:
TEXTO IV
Discussão – o que é isso?

A palavra discussão tem sentido bastante controverso: tanto pode indicar a hostilidade de um confronto insanável (“a discussão entre vizinhos acabou na delegacia”) como a operação necessária para se esclarecer um assunto ou chegar a um acordo (“discutiram, discutiram e acabaram concordando”). Mas o que toda discussão supõe, sempre, é a presença de um outro diante de nós, para quem somos o outro. A dificuldade geral está nesse reconhecimento a um tempo simples e difícil: o outro existe, e pode estar certo, sua posição pode ser mais justa do que a minha.
Entre dois antagonistas há as palavras e, com elas, os argumentos. Uma discussão proveitosa deverá ocorrer entre os argumentos, não entre as pessoas dos contendores. Se eu trago para uma discussão meu juízo já estabelecido sobre o caráter, a índole, a personalidade do meu interlocutor, a discussão apenas servirá para a exposição desses valores já incorporados em mim: quero destruir a pessoa, não quero avaliar seu pensamento. Nesses casos, a discussão é inútil, porque já desistiu de qualquer racionalização.
As formas de discussão têm muito a ver, não há dúvida, com a cultura de um povo. Numa sociedade em que as emoções mais fortes têm livre curso, a discussão pode adotar com naturalidade uma veemência que em sociedades mais “frias” não teria lugar. Estão na cultura de cada povo os ingredientes básicos que temperam uma discussão. Seja como for, sem o compromisso com o exame atento das razões do outro, já não haverá o que discutir: estaremos simplesmente fincando pé na necessidade de proclamar a verdade absoluta, que seria a nossa. Em casos assim, falar ao outro é o mesmo que falar sozinho, diante de um espelho complacente, que refletirá sempre a arrogância da nossa vaidade.

(COSTA, Teobaldo, inédito)

Entendendo-se a Linguagem como instrumento de interação social num contexto civilizado, deve-se incutir tal processo no âmbito de ensino-aprendizagem de forma ampla. Assim, diante do que fora exposto no texto IV enquanto mensagem, compreende-se que o ato de “discutir”