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Após internação prolongada por sepse, um rapaz da enfermaria
de clínica médica, tratado para tumor de células germinativas,
persistia em neutropenia grave e prolongada. Já havia feito
amoxicilina com clavulanato e estava atualmente com
piperacilina com tazobactam. Seu quadro iniciou-se com febre,
dor torácica tipo pleurítica, dispneia e tosse com hemoptoico. Ele
estava piorando clinicamente ao longo dos últimos 3 dias,
agravando com hipoxemia. Prontamente, foi realizada tomografia
de tórax, com os seguintes achados: múltiplos nódulos, alguns
com cavitação, consolidação irregular em segmento do lobo
inferior esquerdo e infiltrados peribrônquicos com padrões de
árvore em brotamento predominantemente em lobo inferior
direito. A equipe de clínica médica levantou a possibilidade de
aspergilose pulmonar invasiva.
Diante dessa possibilidade, e considerando o agravo do paciente descrito, é correto afirmar que:
Diante dessa possibilidade, e considerando o agravo do paciente descrito, é correto afirmar que:
O residente de clínica médica foi chamado para responder um
pedido de parecer da equipe cirúrgica referente a uma senhora
de 70 anos com novo episódio de diarreia há 7 dias. Ela foi
internada com diverticulite aguda complicada por abscesso, o
qual não respondeu ao primeiro ciclo de antibiótico
(ciprofloxacina e metronidazol) e ao segundo ciclo (piperacilina
com tazobactam), ambos por 14 dias. Apresentou nova infecção
peritoneal com deiscência da anastomose primária, sendo
necessária abordagem cirúrgica para drenagem do abscesso. A
paciente apresentou o segundo episódio de diarreia na
internação (60 dias) intervalado com 7 dias de constipação. A
idosa se queixou de cólicas, distensão abdominal e tenesmo há
pelo menos 2 semanas. Estava febril (38,0 °C), mas estável
hemodinamicamente. As morbidades eram apenas uma doença
renal crônica (Cr 1,5 mg/dl). Os episódios eram frequentes (em
torno de 5 por dia) e mais aquosos. A calprotectina fecal era de
1500 mg/kg, mas os exames parasitológicos de fezes, colhidos
dessa vez e no outro episódio, foram negativos. O residente
pensou na possibilidade de infecção por Clostridioides difficile.
Para confirmação do quadro em ambiente hospitalar e proposição de um tratamento ideal, o residente deve:
Para confirmação do quadro em ambiente hospitalar e proposição de um tratamento ideal, o residente deve:
Uma mulher de 39 anos foi internada na clínica médica, a pedido
da dermatologia, apresentando lesões ulceradas e infectadas em
glúteos e região interna das coxas. Há 10 anos, a paciente,
previamente hígida, infundira substância oleosa de uso
veterinário em glúteos e coxas. Segundo relato, com o passar dos
anos, diversas infecções foram acontecendo, motivando
internações e uso de antibióticos sistêmicos. Na primeira
internação, meses após a infusão do óleo, foi submetida a
debridamento do material da coxa, mas isso não evitou a reação
com surgimentos de úlceras infectadas e fístulas. Ainda segundo
a descrição da paciente, a pele apresentava escurecimento e
endurecimento estendendo-se além dos locais de infiltração. Três
anos antes da internação, foi feito diagnóstico de doença
reumatológica devido a fator reumatoide positivo e artrite de
mãos, punhos, tornozelos e pés – artrite reumatoide (sic) –
iniciando uso de corticoide oral. Na ocasião descrevem síndrome
de fadiga crônica, poliartralgias com rigidez matinal, mialgia,
transtornos do sono, depressão, ressecamento de mucosas, febre
e linfonodomegalia inguinal. Na investigação hospitalar atual,
além de bom estado geral e aparência lenhosa da pele ao redor
das úlceras, confirma-se fator reumatoide em altos títulos,
velocidade de hemossedimentação de 60 mm, proteína C reativa
43 mg/L (normal: até 10 mg/L), leucocitose com desvio à
esquerda e anemia normocítica e normocrômica (Hb 10,2 g/dl).
Sobre a investigação e propedêutica do caso descrito, é correto afirmar que:
Sobre a investigação e propedêutica do caso descrito, é correto afirmar que:
Uma jovem de 24 anos apresentou odinofagia associada a fadiga
e uma cervicalgia mais pronunciada à esquerda, identificando ser
um caroço de aproximadamente 1 cm. O quadro progrediu
durante os três dias com piora dos sintomas, além de febrícula –
de até 37,8 °C – constante. A seguir, ocorreu dor em hipocôndrio
direito. No quinto dia de sintomas, foram prescritos amoxicilina e
anti-inflamatório não esteroidal devido a hiperemia de orofaringe
com placas brancacentas – a paciente teve diagnóstico de
amigdalite bacteriana, apresentando náuseas e anorexia. Com
aproximadamente 1 semana de sintomas e 3 dias do uso do
antibiótico, a jovem decidiu procurar novo atendimento médico,
que revelou: sinais vitais estáveis, porém com taquicardia
(FC 110 bpm), eutrófica, sem evidência de emagrecimento,
eupneica. Rash eritematoso maculopaular difuso estava visível
em tronco, abdômen e porção próxima de membros superiores e
inferiores. Havia presença de edema periorbitário bilateral.
Linfonodos posteriores aos músculos esternocleidomastoideos
estavam aumentados e pouco dolorosos (1,5 e 1,2 cm),
fibroelásticos, móveis. Havia também micropoliadenopatia em
outras cadeias cervicais superficiais. Orofaringe apresentava
hipertrofia amigdaliana, petéquias em palato e exsudato
membranoso. Ao exame ginecológico com ectopia em colo
uterino, foi detectado corrimento fisiológico, sem presença de
outras alterações como úlceras. O abdômen era doloroso em
andar superior à palpação profunda com hepatimetria de 14 cm e
borda romba e dolorosa e espaço de Traube ocupado.
Sobre as hipóteses diagnósticas e complementação da investigação, é correto afirmar que:
Sobre as hipóteses diagnósticas e complementação da investigação, é correto afirmar que:
Uma paciente de 54 anos foi internada por tosse, desconforto
respiratório e aumento do volume abdominal. Está em
acompanhamento conjunto com a equipe de cuidados paliativos
realizando paracentese de alívio devido à ascite. É portadora de
câncer de ovário com metástases para peritônio. Após a
realização de tomografia de tórax e abdômen com contraste para
avaliar trombose de veias abdominais, observou-se trombo em
tronco da artéria pulmonar esquerda de aspecto recente.
A equipe médica não teve dúvida quanto à melhor condução do
caso, após a análise do exame laboratorial: anemia: Hb 8,5 g/dl,
leucócitos e coagulograma normais, plaquetas: 85 mil e função
renal normal. A paciente estava estável e era eutrófica, não
havendo histórico de sangramento recente.
Prontamente, a equipe realizou:
Prontamente, a equipe realizou: