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Leia o trecho a seguir, extraído de notícia jornalística publicada em 2026:


“A recuperação de fósseis e outros patrimônios naturais e culturais brasileiros atualmente no exterior tem mobilizado o governo federal, o Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores. O objetivo é repatriar peças distribuídas por pelo menos 14 países, em meio a debates sobre o chamado colonialismo científico, prática que especialistas apontam como prejudicial ao desenvolvimento da ciência e à preservação de acervos nacionais.”


REDAÇÃO DGRJ. Brasil busca repatriação de fósseis e acervos levados ao exterior em negociações com 14 países. Diário Gaúcho do Rio de Janeiro,22 maio.

2026.



A passagem articula a repatriação de fósseis e bens culturais à problematização contemporânea do colonialismo científico, tema que mobiliza debates teóricos sobre circulação de acervos, soberania epistêmica e descolonização das práticas científicas internacionais. Sobre essas articulações, assinale a alternativa correta.

Os bens tornam-se patrimônio a partir de processos históricos, sociais e simbólicos por meio dos quais determinados grupos lhes atribuem sentidos, valores e relevância cultural. Tal perspectiva aproxima a educação patrimonial dos debates acerca da representação cultural, da memória social e das disputas em torno da construção das narrativas históricas. Nesse contexto, a educação patrimonial contemporânea busca problematizar questões relacionadas:
Em um diagnóstico realizado por órgão estadual de patrimônio, um analista identifica processo recente de valorização institucional de elementos anteriormente considerados banais ou irrelevantes nas configurações urbanas locais. Ele observa que esses elementos têm sido progressivamente incorporados a inventários patrimoniais, articulando-se a narrativas sobre experiências urbanas ordinárias e modos de vida populares. O fenômeno descrito corresponde a:
Em uma pesquisa sobre representações midiáticas de comunidades periféricas brasileiras, uma analista observa que determinadas narrativas televisivas, cinematográficas e jornalísticas articulam sistematicamente os moradores investigados a atributos depreciativos, folclorização cultural e associação recorrente com violência e marginalidade. Acerca da interpretação analítica do fenômeno descrito, podemos afirmar que:
Em determinado contexto urbano, instituições culturais de prestígio passaram a desenvolver programas de “democratização do acesso”, ampliando a entrada gratuita em museus, concertos e exposições. Apesar disso, pesquisas posteriores identificaram que a frequência continuava concentrada em grupos socialmente privilegiados, enquanto parcelas populares demonstravam sensação de inadequação, distanciamento simbólico e dificuldade de identificação com os códigos valorizados nesses espaços. Considerando as interpretações sociológicas da cultura e das relações de poder, tal situação evidencia que: