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A bronquiolite é uma patologia que assusta e preocupa os pais e profissionais da pediatria, devido os casos apresentados em pronto atendimento e complicações em diversos casos. Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Paciente apresentava-se hígido, há cerca de 48 horas começou a apresentar febre alta de 39,5°C junto com vômitos em jato, inapetência, astenia e irritação. Apresentou cefaleia no mesmo período sem fatores de melhora, relata piora ao movimentar-se. Genitora relata administrar Dipirona,1 vez, sem melhoras. Procurou a emergência, onde foi percebido a presença de petéquias, inicialmente em região inguinal e posteriormente por todo o corpo do paciente. Sobre este assunto, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Paciente, nascido a termo, peso adequado para idade gestacional, com pré-natal incompleto e tardio. Foi diagnosticado com 3 dias de vida por Ecocardiografia Transtorácica visualizando situs inversus e dupla via de saída de ventrículo direito (DVSVD), com aorta à esquerda e hipoplasia do arco aórtico, com situs inversus e dextrocardia. Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - O canal arterial é uma conexão normal entre a artéria pulmonar e a aorta necessária para a circulação fetal apropriada. Ao nascimento, a elevação da PaO2 e o declínio na concentração da prostaglandina causam o fechamento do canal arterial quase sempre nas primeiras 10 a 15 horas de vida.
II - A cianose aparece quando a hemoglobina (Hb) desoxigenada é > 5 g/dL (> 50 g/L). As complicações da cianose persistente incluem policitemia, baqueteamento dos dedos, tromboembolismo (incluindo infarto), doenças hemorrágicas, abscesso cerebral e hiperuricemia. Na tetralogia de Fallot não corrigida, o lactente pode apresentar crises hipercianóticas ou outros defeitos congênitos complexos com estenose subpulmonar dinâmica e defeito ventricular.
III - A resistência das arteríolas pulmonares cai agudamente como resultado da vasodilatação causada por expansão pulmonar, aumento da PaO2 e redução da PaCO2. A tensão elástica dos arcos costais e da parede torácica diminui a pressão intersticial pulmonar, levando ao aumento do fluxo sanguíneo através dos capilares pulmonares. O aumento do retorno venoso dos pulmões eleva a pressão do átrio esquerdo, reduzindo assim o diferencial da pressão entre átrio esquerdo e direito; esse efeito contribui para o fechamento funcional do forame oval.
Paciente,12 anos, sexo masculino, natural de Taguatinga, procedente: estrutural, informante: mãe/ paciente. Queixa principal: Dor torácica há 40 dias. Sobre o assunto de dor torácica em paciente pediátrico, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - A avaliação inicial da dor torácica em pacientes pediátricos começa com uma anamnese completa e um exame físico minucioso. Essas etapas não são essenciais para compreender as características da dor, como sua qualidade, duração, localização, fatores desencadeantes e fatores de alívio. Identificar sinais de alarme, como dor torácica associada a esforço, síncope, palpitações ou histórico familiar de doença cardíaca, é crucial para avaliar a gravidade potencial da condição.

II - É essencial avaliar a pressão arterial, a saturação de oxigênio, a frequência cardíaca e a frequência respiratória do paciente, levando em consideração as variações fisiológicas normais com base na idade.

III - A radiografia de tórax é uma ferramenta diagnóstica comum utilizada na avaliação da dor torácica aguda em crianças e adolescentes. Ela pode revelar condições como pneumonia, bronquite, pneumomediastino, pneumotórax, pneumopericárdio e cardiomegalia. No entanto, sua sensibilidade varia de 11,0% a 17,2%, tornando-a menos confiável como ferramenta diagnóstica isolada. Apesar de suas limitações, a radiografia de tórax é particularmente útil para identificar pneumotórax e pneumomediastino, que, embora representem apenas cerca de 3% dos casos de dor torácica pediátrica, são diagnósticos críticos que os médicos de emergência buscam descartar.
Paciente,10 anos, sexo masculino, previamente hígido. Queixa principal: Dor abdominal de início há 24 horas. História da Doença Atual: Dor iniciou em região periumbilical, de intensidade moderada, associada a inapetência e dois episódios de vômitos. Nas últimas 6 horas, a dor migrou e localizou-se intensamente na fossa ilíaca direita, evoluindo com febre aferida de 38,2 graus. Exame físico: Geral: Regular estado geral, álgido, febril. Abdome: Plano, ruídos hidroaéreos diminuídos, dor intensa à palpação profunda em FID, sinal de Blumberg (descompressão dolorosa) positivo, sinal de Rovsing positivo. Sobre o assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA.

I - Em crianças a partir de 2 a 3 anos de idade, a ordem na qual os sintomas aparecem é mais importante do que qualquer sintoma individual. O primeiro sintoma a se desenvolver é dor. A apendicite quase sempre provoca dor. A dor pode começar no meio do abdômen, próximo ao umbigo e, depois, mover-se para a região inferior direita do abdômen. Contudo, é possível que a dor, sobretudo em bebês e crianças, seja sentida por todo o abdômen, em vez de estar localizada no quadrante inferior direito do abdômen. Crianças mais novas podem ser menos capazes de identificar a localização específica da dor e podem ficar apenas muito irritáveis ou letárgicas.

II - O diagnóstico da apendicite em crianças pode ser desafiador por diversos motivos. Muitos distúrbios podem causar sintomas similares, incluindo gastroenterite viral, divertículo de Meckel, intussuscepção e doença de Crohn. Com frequência, as crianças, em especial crianças pequenas, não apresentam sintomas e resultados de exame físico característicos, especialmente quando o apêndice não está na posição habitual no quadrante inferior direito do abdômen. Essa falta de sintomas típicos pode ser enganosa.

III - A apendicectomia é um procedimento bem simples e seguro, e exige uma hospitalização de um ou dois dias no caso de crianças sem complicações, como a ruptura do apêndice. Se o apêndice estiver rompido, o médico o remove e pode lavar o abdômen com líquido, administrar antibióticos por vários dias e observar sinais de possíveis complicações, como infecção e obstrução intestinal. Crianças com um apêndice rompido, geralmente, precisam permanecer mais tempo no hospital.