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Uma Equipe de Saúde da Família atua em território com predominância de população negra e presença de comunidade quilombola. A análise dos indicadores locais demonstra razão de mortalidade materna superior à média estadual, maior proporção de óbitos por causas evitáveis e início tardio do pré-natal entre mulheres negras. Relatos das usuárias apontam dificuldades de acesso oportuno à UBS, experiências de desvalorização de queixas durante a gestação e falhas na articulação entre Atenção Primária e maternidades de referência.

Considerando a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), os princípios do SUS e o papel da Atenção Primária à Saúde na redução da mortalidade materna, qual a estratégia MAIS adequada para enfrentamento do problema no território?
Uma Equipe de Saúde da Família atua em território que inclui uma comunidade quilombola reconhecida. A análise do território revela maior incidência de hipertensão arterial, óbitos evitáveis por condições sensíveis à Atenção Primária e baixa adesão ao acompanhamento pré-natal. Durante a escuta qualificada da comunidade, emergem relatos de experiências de racismo institucional, dificuldade de acesso oportuno aos serviços e desconsideração de saberes tradicionais no cuidado.
Considerando os princípios do SUS, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e os atributos da Atenção Primária à Saúde, qual a estratégia mais adequada para reorganização do cuidado nesse contexto?
Uma Secretaria Municipal de Saúde identifica aumento progressivo de internações por condições sensíveis à Atenção Primária (ICSAP) em um território coberto por três Equipes de Saúde da Família. Apesar de boa cobertura populacional, observam-se falhas na coordenação do cuidado, baixa adesão dos usuários às ações programáticas e conflitos frequentes entre profissionais e gestão local. Diante desse cenário, a gestão decide adotar o Planejamento Situacional em Saúde, conforme a abordagem de Carlos Matus, para reorganizar as ações no território.

Considerando os fundamentos do Planejamento Situacional, qual das ações melhor expressa uma ação compatível com essa metodologia?
Um homem de 61 anos procura uma Unidade Básica de Saúde relatando mal-estar há cerca de 90 minutos, com dor epigástrica em pressão, irradiando para dorso, associada a sudorese fria e náuseas. É hipertenso, diabético tipo 2 e tabagista. Nega dor torácica típica no momento da consulta. Ao exame: PA 150/95 mmHg, FC 96 bpm, SatO₂ 96% em ar ambiente, ausculta cardíaca sem sopros, pulmões sem estertores. A UBS dispõe de eletrocardiograma (ECG), mas não realiza dosagem de troponina. O ECG mostra: infradesnivelamento de segmento ST de 1 mm em DII, DIII e aVF, com inversão de onda T em V4–V6.

Qual a conduta diagnóstica mais adequada nesse cenário?
Um homem de 34 anos procura a Unidade Básica de Saúde relatando dor epigástrica há 3 meses, em queimação, com alívio parcial após alimentação e recorrência noturna. Refere uso diário de anti-inflamatório não esteroidal (AINE) há mais de 1 ano por lombalgia crônica, sem prescrição regular. Nega perda ponderal, vômitos persistentes, hematêmese ou melena. Ao exame físico, apresenta dor à palpação profunda em epigástrio, sem sinais de peritonite.

A UBS dispõe de teste não invasivo para Helicobacter pylori, mas o acesso à endoscopia digestiva alta é restrito e regulado. Considerando os princípios da Atenção Primária à Saúde, o manejo ambulatorial baseado em evidências e as recomendações clássicas da literatura de Medicina de Família e Comunidade, qual é a conduta mais adequada neste momento?
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