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A Lei nº 10.216/2001, atualizada pela Lei nº 14.713/2023, reafirma a centralidade do cuidado em liberdade, da proteção de direitos e da organização territorial da atenção à saúde mental no Brasil.

No contexto da Psicologia da Saúde e Comunitária e das políticas públicas de saúde mental, essa legislação orienta práticas que:
De acordo com a Resolução CFP nº 006/2019, que regulamenta a elaboração de documentos psicológicos, o Laudo Psicológico deve conter descrição minuciosa dos procedimentos utilizados, análise técnica fundamentada e conclusões alinhadas ao objetivo da avaliação.

Assim, o Laudo somente pode ser considerado tecnicamente adequado quando o psicólogo, evitando juízos de valor, interpretações não sustentadas por evidências e conclusões que extrapolem os limites da avaliação realizada,
Analise as afirmativas abaixo sobre a organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e as especificidades de atuação do psicólogo na Atenção Básica, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e nos Serviços Especializados em saúde mental.

1. Na Atenção Básica, a atuação do psicólogo envolve práticas territoriais e interdisciplinares, com foco em promoção da saúde, prevenção, identificação precoce de sofrimento psíquico, suporte à equipe e construção de projetos terapêuticos com base nas necessidades do território, sendo o cuidado centrado na perspectiva da clínica ampliada e da corresponsabilização.
2. Nos CAPS, a intervenção do psicólogo se orienta prioritariamente por dispositivos de cuidado intensivo e contínuo, como acolhimento diário, grupos terapêuticos, articulação territorial, manejo de crise e construção de Projetos Terapêuticos Singulares (PTS), cabendo ao serviço a regulação das práticas de toda a rede, incluindo as ações da Atenção Básica.
3. Nos serviços especializados de maior densidade tecnológica, como ambulatórios de saúde mental e unidades hospitalares, a atuação do psicólogo deve ser direcionada ao diagnóstico e à intervenção focal em quadros psiquiátricos específicos, não sendo atribuição desses serviços a articulação com a rede nem a continuidade longitudinal do cuidado após a alta.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
As abordagens behaviorista, cognitiva e humanista-rogeriana propõem explicações distintas para o comportamento humano e para os processos de mudança psicológica, baseando-se em pressupostos epistemológicos e metodológicos específicos.
Analise as afirmativas abaixo considerando essas três perspectivas.

1. Para o behaviorismo radical, o comportamento — público ou privado — é produto da história de reforçamento do organismo e das contingências atuais, de modo que a análise funcional busca identificar relações entre eventos ambientais e respostas observáveis, sem atribuir causalidade autônoma a estados mentais hipotéticos.
2. Na abordagem cognitiva, o foco recai sobre processos de interpretação, crenças e padrões de pensamento que organizam a experiência, entendendo que a modificação de distorções cognitivas pode alterar a resposta emocional e comportamental, por meio de intervenções que reorganizam a maneira como o indivíduo atribui significado aos eventos.
3. Para a abordagem humanista de Carl Rogers, a mudança terapêutica depende da criação de um clima relacional caracterizado por autenticidade, aceitação incondicional e compreensão empática, sendo o terapeuta responsável por interpretar conflitos inconscientes e dirigir a sessão, a fim de facilitar o acesso a conteúdos reprimidos que bloqueiam a tendência atualizante.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
As atualizações técnico-científicas em prevenção do suicídio (OMS 2023; APA Clinical Guidelines 2024; Ministério da Saúde/ABP 2025) reforçam que a avaliação de risco e o manejo da crise suicida exigem decisões clínicas estruturadas, integrais e contínuas.

Assinale a alternativa correta considerando essas diretrizes contemporâneas.