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Uma criança do sexo feminino,7 anos,24 kg, sem alergia conhecida a medicamentos, apresenta impetigo crostoso extenso em face e membros superiores, com pústulas e crostas melicéricas, sem febre ou sinais sistêmicos.
A cultura da secreção de lesão atual identificou Staphylococcus aureus sensível à oxacilina. Devido à extensão das lesões, a equipe opta por tratamento antimicrobiano sistêmico oral.
Durante a discussão das opções terapêuticas, o Farmacêutico identificou um medicamento que deve ser evitado nessa faixa etária pelo risco de toxicidade em estruturas mineralizadas em desenvolvimento.
Assinale a opção que relaciona corretamente o medicamento ao risco associado.
Um homem de 72 anos, com antecedente de síndrome coronariana aguda há um mês, Diabetes Mellitus tipo 2 e doença renal crônica em estágio G3a, apresenta taxa de filtração glomerular estimada de 46 mL/min/1,73 m². Possui hipotireoidismo compensado, com TSH dentro da faixa de referência, e não apresenta doença hepática ativa.
Na alta hospitalar, foi prescrito sinvastatina 40 mg/dia. Sete dias antes da consulta atual, iniciou claritromicina 500 mg a cada 12 horas para tratamento de pneumonia adquirida na comunidade. No quinto dia de uso do antibiótico, passou a relatar mialgia simétrica em membros inferiores e fraqueza proximal. A creatinoquinase (CK) foi de 2.600 U/L, sendo o limite superior de normalidade de 200 U/L. A função renal permaneceu no valor basal e o paciente negou trauma ou exercício físico intenso recente.

Sobre o caso apresentado, assinale a opção que indica a conduta farmacoterapêutica mais apropriada.
Paciente feminina,79 anos, com hipertensão arterial e insônia crônica, compareceu para acompanhamento farmacoterapêutico após duas quedas no último mês. Relatou tontura ao se levantar, boca seca, constipação e esquecimento recente.
Há dois meses, a dose de amlodipino foi aumentada de 5 mg para 10 mg/dia. Dez dias depois, apresentou edema maleolar bilateral, sem dispneia, ortopneia ou outros sinais de insuficiência cardíaca, sendo iniciada furosemida 40 mg pela manhã.
Uma semana após o início da furosemida, passou a apresentar urgência urinária e aumento da frequência miccional, sintomas inexistentes anteriormente. Foi então prescrita oxibutinina 5 mg a cada 12 horas. Desde sua introdução, surgiram boca seca, constipação e piora do esquecimento.
Na conciliação, também utiliza losartana 50 mg a cada 12 horas, clonazepam 0,5 mg à noite há três anos, omeprazol 20 mg/dia e pantoprazol 40 mg/dia. O omeprazol foi iniciado há um ano por dispepsia já resolvida; o pantoprazol foi acrescentado posteriormente por outro prescritor. A paciente não utiliza antiinflamatórios, antiagregantes ou anticoagulantes e não possui história de úlcera péptica, hemorragia digestiva, esofagite grave ou esôfago de Barrett.
A pressão arterial é de 122/68 mmHg em repouso e de 98/58 mmHg após três minutos em ortostatismo.
Considerando polifarmácia, cascata iatrogênica e desprescrição, assinale a opção que apresenta a conduta farmacêutica mais apropriada.
Uma mulher de 54 anos, sem diagnóstico prévio de doença renal crônica, é internada por pielonefrite aguda, com febre, dor lombar e vômitos. Dois meses antes, apresentou urocultura com Escherichia coli produtora de ESBL.
Na atual admissão, a tomografia não evidenciou obstrução urinária ou abscesso e a depuração de creatinina estimada é de 42 mL/min.
Foram coletadas urocultura e hemoculturas antes do início da antibioticoterapia, sem atraso na primeira dose. Considerando o antecedente microbiológico, foi iniciado meropenem 1 g intravenoso a cada 8 horas.
Após 48 horas, a paciente está afebril, clinicamente estável e com melhora dos sintomas. A urocultura identifica E. coli sensível à ceftriaxona e ao meropenem, sem produção de ESBL; as hemoculturas são negativas.
Considerando o protocolo de uso racional de antimicrobianos, assinale a afirmativa correta.
Após a incorporação de um medicamento X em uma rede hospitalar, o núcleo de farmacovigilância recebeu, em três meses, 12 notificações espontâneas de elevação importante de enzimas hepáticas em pacientes expostos ao produto, incluindo cinco casos que demandaram internação. Até o momento, não foi estabelecida relação causal definitiva entre o medicamento e os eventos.
Diante da situação, o serviço propõe revisar os casos notificados, consultar dados de prontuários eletrônicos e acompanhar prospectivamente todos os pacientes que iniciarem o medicamento X nos meses seguintes, com coleta padronizada de dados clínicos e laboratoriais.
Sobre o caso apresentado, analise as afirmativas a seguir.
I. Diante da identificação de uma possível associação entre o medicamento X e hepatotoxicidade, é apropriado integrar notificações espontâneas com estratégias de vigilância ativa para avaliar o sinal de segurança e subsidiar medidas proporcionais de comunicação de risco.
II. As notificações espontâneas constituem estratégia de farmacovigilância passiva, útil para gerar hipóteses e identificar eventos raros ou inesperados, mas apresentam limitações para estimar frequência e estabelecer causalidade.
III. O acompanhamento prospectivo e sistemático de pacientes expostos ao medicamento X caracteriza farmacovigilância ativa e pode fornecer dados mais completos para avaliação do sinal, que não representa, isoladamente, confirmação de relação causal.

Está correto o que se afirma em