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Os Guias Alimentares para a População Brasileira enfatizam a importância da alimentação minimamente processada, promovendo o consumo de frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas, e desestimulam o consumo de alimentos ultraprocessados, que devem ser evitados em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade, como estratégia fundamental para a promoção da saúde e prevenção de doenças.
A absorção de monossacarídeos no intestino delgado varia conforme o tipo. A glicose e a galactose, em baixas concentrações, são absorvidas por transporte ativo sódio-dependente (cotransportador SGLT1), enquanto em altas concentrações, utilizam a difusão facilitada via GLUT2. A frutose, por sua vez, é absorvida exclusivamente por difusão facilitada através do transportador GLUT5, localizado na borda em escova.
A fibra dietética, composta majoritariamente por cadeias de moléculas de açúcar com ligações beta, não é digerida pelos seres humanos devido à ausência de enzimas capazes de hidrolisar essas ligações. Portanto, a fibra passa em grande parte íntegra pelo trato gastrointestinal, exercendo funções importantes na regulação do trânsito intestinal e na saúde da microbiota, sem ser absorvida como fonte de energia.
A digestão de proteínas tem início no estômago com a ação da pepsinogênio, ativado pelo ácido clorídrico em pepsin. Essa enzima inicia a quebra das proteínas em peptídeos. No intestino delgado, a enteroquinase ativa o tripsinogênio em tripsina, que por sua vez ativa outras enzimas proteolíticas pancreáticas. A fase final da digestão proteica ocorre na borda em escova, onde os peptídeos são hidrolizados em aminoácidos ou pequenos peptídeos, que são então absorvidos e transportados ao fígado.
A digestão de carboidratos inicia-se na boca com a ação da amilase salivar sobre o amido, formando fragmentos menores. No entanto, essa enzima é desativada pela acidez estomacal, o que limita significativamente a digestão de carboidratos no estômago. A maior parte da digestão e absorção de carboidratos ocorre no intestino delgado proximal, com a ação de enzimas como a amilase pancreática e as enzimas da borda em escova, resultando em monossacarídeos que são absorvidos e transportados ao fígado.