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“A dimensão da transcendência é matriz dos fenômenos e das experiências religiosas, uma vez que, em face da finitude, os sujeitos e as coletividades sentiram-se desafiados a atribuir sentidos e significados à vida e à morte. Na busca de respostas, o ser humano conferiu valor de sacralidade a objetos, coisas, pessoas, forças da natureza ou seres sobrenaturais, transcendendo a realidade concreta.” (BNCC, 2018, p.438)
Considerando aspectos relacionados à dimensão da transcendência e das experiências religiosas, assinale a alternativa CORRETA.
A permanência de práticas de (re)sacralização do mundo, num contexto de grande desenvolvimento das ciências e das tecnologias, instigou e vem instigando, desde o final do séc. XIX até os dias atuais, intelectuais de diversas áreas - da sociologia, da história, da antropologia, das ciências da religião e da teologia - a revisitar essa temática e a propor novas abordagens, tendo em vista trazer à tona novas possibilidades de entendimento da religião e do sagrado. Alguns estudiosos se destacam pela contribuição dada, através de suas obras, cujos estudos apresentam teorias que ajudam a entender o sagrado no cotidiano das pessoas e no interior das sociedades.
Considerando alguns nomes de intelectuais destacados pela construção de teorias sobre a religião e o sagrado, assinale a alternativa em que a relação entre o autor e sua obra está CORRETA.
“Não são apenas os pobres que gritam. A Terra também grita, convertida na Grande Pobre, despojada de seus bens e serviços naturais limitados. O Papa Francisco falou recentemente sobre o grito da Terra e dos pobres. A maior agressão que se faz à Terra é não reconhecê-la como a Grande Mãe, Casa Comum e Gaia, um superorganismo vivo que se autorregula e combina todos os elementos necessários para se autogerar continuamente e produzir vidas, especialmente a vida humana, a maior flor do processo evolutivo. A duras penas, ela ainda consegue dissolver os desequilíbrios e manter a capacidade de nos alimentar, assim como toda a comunidade de vida”. (BOFF,2025)
Leia atentamente as afirmações a seguir.
I- Ao empreender uma mudança no paradigma de sua teologia, passando a entendê-la como Ecoteologia, Boff abandona totalmente os princípios da Teologia da Libertação, visto que não lhe interessa mais a hermenêutica marxista.
II- Na opção pelos pobres contra a pobreza, a Terra deve ser considerada como a Grande Pobre, sendo a missão de todos nós retirá-la da cruz e ressuscitá-la para que sua vitalidade seja mantida.
III- “Face à urgência ecológica, a alternativa que se impõe é esta: ou cuidamos de nossa Mãe-Terra ou não haverá uma arca de Noé que nos salve. Bem disse o Papa Francisco em 2025 na encíclica Fratelli tutti (Todos irmãos e irmãs): ‘estamos no mesmo barco, ou nos salvamos todos ou ninguém se salva’” (BOFF,2025).
IV- “A ciência nos ajuda a prevenir a chegada de eventos extremos e a mitigar seus danos. Mas ela sozinha não é suficiente. Precisamos de uma nova ética e de outra espiritualidade da Terra, que nos inspirem a encontrar uma forma mais benevolente e cuidadosa de estar aqui. Assim, a Terra ainda poderá nos querer sobre seu solo. Caso contrário, a humanidade, ou uma grande parte dela, pode desaparecer”. (BOFF,2025)
Considerando apenas as afirmações coerentes com a ECOTEOLOGIA de Boff, são CORRETAS:
“O projeto de ética mundial, desenvolvido pelo teólogo ecumênico Hans Küng, propõe que somente por meio de um diálogo inter- religioso é possível estruturar princípios básicos que sejam válidos globalmente e que proporcionem a construção de uma cultura da paz. Essa possibilidade no campo da ética estabelece um amplo diálogo com diferentes autores. No entanto, como o próprio autor assume, o projeto possui limitações, sendo uma delas a exclusão de temas que envolvem questões de Bioética que são importantes para as relações em sociedade”. (SANCHES,2009, p.31)
Tendo em vista o diálogo inter-religioso em prol de uma cultura de paz, como proposto por Hans Küng, analise as proposições a seguir.
I- O diálogo inter-religioso, na esteira de Hans Küng, reconhece que há grandes desafios a serem encarados, exemplarmente, a realização de discussões em torno de temas atualmente avaliados como de difícil consenso na área de Bioética, dentre os quais, o aborto, o uso de embriões, a reprodução assistida e a questão de gênero.
II- Para o aprofundamento de um diálogo inter-religioso mais profícuo, Küng entende ser necessário encarar os desafios envolvendo, entre outras, questões relacionadas às ciências biológicas, ou seja, encarar a discussão em torno da relação entre religião e ciência e cultura e ciência;
III- Para Küng, “não haverá sobrevivência sem uma ética mundial. Não haverá paz no mundo sem paz entre as religiões. E sem a paz entre as religiões não haverá diálogo entre as religiões.”
IV- O diálogo inter-religioso, em prol de uma ética mundial e uma cultura de paz, para ser mais efetivo, deve envolver apenas as diversas ramificações da religião cristã e suas diferentes denominações. Considerando as proposições sobre o diálogo inter-religioso proposto por Küng, é CORRETO o que se afirma em:
Os dados sobre as religiões da população brasileira, apresentados no Censo de 2022, mostram que o campo religioso do Brasil do século XXI prossegue muito dinâmico, diverso e plural.
Considerando os dados do CENSO 2022 sobre religiões, assinale a alternativa CORRETA.