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A compreensão da luta de classes e da formação da classe trabalhadora no século XX é dispensável para entender a institucionalização do Serviço Social, visto que a profissão se desenvolveu primordialmente em contextos de estabilidade econômica e ausência de conflitos sociais.
A luta de classes, notadamente a contradição entre a burguesia e o proletariado, é um elemento central na gênese e institucionalização do Serviço Social, especialmente no contexto brasileiro pós-industrialização, influenciando diretamente as reivindicações por melhores condições de trabalho e abalando a ordem social hegemônica.
O racismo estrutural no Brasil, ao se manifestar em práticas institucionais e na organização social, econômica e jurídica, cria barreiras sistemáticas que afetam desproporcionalmente a população negra e indígena, sendo a Constituição Federal de 1988 e a Lei nº 7.716/1989 instrumentos legais fundamentais para o seu combate.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei nº 8.069/1990, fundamentado na Doutrina da Proteção Integral, rompe com o paradigma anterior do "Código de Menores", que tratava crianças e adolescentes em situação irregular como objetos de intervenção estatal, e estabelece que a criança e o adolescente são sujeitos de direitos.
A persistência do racismo estrutural no Brasil é evidenciada por dados estatísticos que apontam disparidades significativas, como a taxa de homicídios de jovens negros ser menor que a de jovens brancos, e a diferença salarial ser menos acentuada em comparação com trabalhadores brancos com a mesma escolaridade.