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As capitanias do Sul também haviam sido tratadas como uma região separada e, embora as tentativas formais de se criar um governo à parte, do Rio de Janeiro para o sul, tivessem fracassado (1573-1578, 1608-1612), os governadores residentes na Bahia tinham pouco controle sobre o Sul. São Paulo permaneceu uma área rústica até bem avançado o século XVIII.


(Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”.

Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme

Mota (org.), A experiência brasileira. Formação: histórias)


Até essa época, segundo Schwartz, São Paulo

Em 1945, foi publicada a História econômica do Brasil, de Caio Prado Jr. O autor se coloca explicitamente dentro dos pressupostos do “materialismo dialético” como teoria do conhecimento, como expõe no prefácio da primeira edição.


(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: História e historiografia.

Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)


Sobre a obra de Prado Jr., Borges considera que ela

O historiador marxista afinado com a perspectiva do PCB que se destacou e alcançou respeitabilidade nos anos 50 foi Nelson Werneck Sodré, que desenvolvia intensa atividade no ISEB, através de cursos muito concorridos e numerosas publicações, entre as quais O tratado de Methuen (1957), As classes sociais no Brasil (1957), Introdução à revolução brasileira (1958), Raízes históricas do nacionalismo brasileiro (1958) e o texto em que se baseavam suas aulas e que saiu no começo dos anos 60, Formação histórica do Brasil [...].


(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos cinquenta.

Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva)


Segundo Konder, Werneck Sodré defendia que

Na década de 1960, a produção historiográfica sobre o período colonial não conheceu obras particularmente significativas no tocante às abordagens de história da cultura.


(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura

sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar Freitas (org.),

Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)


Para Mello e Souza, possivelmente, tal situação decorreu

Nas últimas décadas, tornou-se comum que os historiadores marxistas – autores de um já impressionante corpo de investigações – nem sempre estivessem diretamente preocupados com os problemas teóricos relativos às implicações suscitadas por seus trabalhos. Ao mesmo tempo, os filósofos marxistas, que procuraram elucidar ou resolver as questões teóricas básicas do materialismo histórico, fizeram-no, com frequência, consideravelmente afastados dos resultados específicos expostos pelos historiadores. Aqui, fez-se uma tentativa de explorar um terreno intermediário entre aquelas posições. É possível que sirva apenas como exemplo negativo.


(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista)


Nesse sentido, a obra citada tem o objetivo de