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Leia o texto a seguir:

    Memória, história: longe de serem sinônimos, tomamos consciência que tudo opõe uma à outra.

(Pierre Nora, “Entre Memória e História – A problemática dos lugares”, 1993. Disponível em: http://www4.pucsp.br/ projetohistoria/downloads/revista/PHistoria10.pdf)

Considerando a perspectiva da corrente historiográfica subjacente ao excerto, está correto afirmar que uma das distinções fundamentais entre os dois conceitos mencionados consiste na ideia de que a memória 
Leia o texto a seguir:

    Durante a Revolução Francesa, o valor nacional dos bens se sobrepunha a seu valor histórico, econômico e artístico. A partir desse momento, bens remanescentes do passado, da memória da nação, são simbolicamente utilizados como suportes para a construção de uma identidade coletiva, nacional. Valendo-se dos bens culturais que concebem o patrimônio e que estão associados ao passado e à história da nação, o próprio Estado-Nacional preocupa-se com a seleção dos objetos e coleções que o representam. Foi sobretudo na França que o sentido do patrimônio se consolidou, pois representava naquele momento político conturbado durante e pós-Revolução Francesa um sentimento novo, de elo comum, de uma riqueza moral de toda a nação.

(Viviane Pedrazani, “Patrimônio cultural no Brasil: trajetórias de sujeitos, leis e instituições”, 2022. Disponível em: https://revistahumanares.uespi.br/ index.php/HumanaRes/article/download/119/70. Adaptado)

O fragmento apresenta discussão acerca 
Leia o texto a seguir:

    Uma das primeiras obras que reivindicou pertencer a esse gênero, e do qual poderíamos até dizer que é inventora, foi o livro de um historiador mexicano, Luís González y Gonzáles, Pueblo en vilo [...], publicado em 1968. Tratava-se de um estudo monográfico sobre uma comunidade aldeana do México central ao longo de quatro séculos, levado a cabo com a convicção de que esse tipo de abordagem seria suscetível de restituir uma parte ignorada ou escondida da existência social, uma parte que o autor não hesitava em caracterizar como mátria, feminina, próxima, familiar, afetiva. A monografia e, particularmente, a monografia aldeana é um gênero solidamente instalado nos hábitos historiográficos [...].

(Jacques Revel, “[...]: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado”. Disponível em: https://www.scielo.br/ j/rbedu/a/k5MsKMHv6ZQvPsF5vqvdkpB/?format=pdf&lang=pt)

O gênero a que se refere o excerto é a
Leia o texto a seguir:

    A diferença entre História Serial e História Quantitativa deve ficar clara, embora sejam comuns os já citados casos em que as duas abordagens se superpõem para formar uma História Serial Quantitativa. Ainda que ambas as especialidades possam ser definidas como “abordagens”, existem diferenças a serem notadas.

(José D’Assunção Barros, “História Serial, História Quantitativa e História Demográfica: uma breve reflexão crítica”. Em: Revista de Ciências Humanas, 2011)

Uma das diferenças às quais o texto se refere reside no fato de que a História Serial se caracteriza
Leia o texto a seguir:

    No decorrer dos anos 1980, muitos historiadores aproximaram-se dos sujeitos e objetos de investigação da Antropologia. O encontro da História com a Antropologia foi significativo para a compreensão da própria noção de história, cuja existência se iniciava, segundo a maioria das obras didáticas, apenas após a invenção da escrita. Essa tendência renovou a história das mentalidades e, sobretudo, a “velha história das ideias”, inserindo-as em uma perspectiva preocupada não apenas com o pensamento das elites, mas também com as ideias e confrontos de ideias de todos os grupos sociais.

(Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto faz alusão