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Homem de 49 anos, tabagista ativo (20 maços-ano), é admitido no PS com febre de 39,5 °C de início súbito, calafrios intensos, tosse produtiva com escarro ferruginoso e dor torácica ventilatório-dependente na base do hemitórax direito. A radiografia de tórax de face mostra uma opacidade alveolar sistematizada no lobo inferior direito com presença de broncograma aéreo. Não há sinais de gravidade clínica (frequência respiratória de 20 irpm, saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente, pressão arterial de 120/80 mmHg). Escore CURB-65: 0 pontos (sem confusão mental, ureia < 50 mg/dL, frequência respiratória < 30 irpm, pressão arterial sistólica ≥ 90 mmHg, idade < 65 anos). A radiografia de tórax em incidência posteroanterior evidencia opacidade alveolar homogênea e sistematizada no lobo inferior direito, com presença de broncograma aéreo, compatível com consolidação lobar. Qual é o agente etiológico mais provável e a antibioticoterapia empírica de primeira linha recomendada para tratamento ambulatorial?
Sobre a dengue, assinale a alternativa incorreta.
Um rapaz de 19 anos apresenta febre e mialgias há 3 dias. Ao exame físico, o estado mental e a rigidez da nuca são normais. A tomografia computadorizada do crânio não apresenta alterações. É realizada uma punção lombar e o resultado do líquido cefalorraquidiano inclui uma contagem de leucócitos de 350 por mililitro cúbico, proteína de 95 mg/dL, glicose de 62 mg/dL (glicemia sérica simultânea: 90 mg/dL) e teste de reação em cadeia da polimerase (PCR) positivo para enterovírus. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta uma opção que também estaria presente no resultado do líquido cefalorraquidiano.
Após a avaliação clínica inicial e a exclusão de doença de von Willebrand e de coagulopatias, quais exames compõem a abordagem laboratorial de primeira linha para investigar distúrbios plaquetários hereditários?
Um homem de 78 anos, com história de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, sem antecedentes de febre reumática na infância, apresenta-se ao prontosocorro após um episódio de síncope enquanto subia lances de escada. Ele relata que, nos últimos 8 meses, tem sentido dispneia progressiva aos esforços e dor torácica do tipo aperto durante atividade física, com alívio ao repouso. Ao exame físico:
Pulso carotídeo - baixa amplitude e ascensão lenta (parvus et tardus);
Ausculta cardíaca - sopro sistólico ejetivo em crescendo-decrescendo, de maior intensidade no segundo espaço intercostal direito (foco aórtico), com irradiação para as artérias carótidas;
Segunda bulha cardíaca (B2) - componente aórtico (A2) inaudível;
Ictus cordis - sustentado e deslocado inferiormente (compatível com hipertrofia ventricular esquerda).
O ecocardiograma transtorácico revela válvula aórtica tricúspide com calcificação acentuada dos folhetos, abertura valvar restrita, área valvar aórtica de 0,7 cm² (estenose aórtica grave), gradiente transvalvar médio de 52 mmHg e hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo.

Qual é a etiologia subjacente mais provável da estenose aórtica deste paciente?