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Na obra História do Brasil (p.221), Boris Fausto considera que poucos temas da história brasileira têm sido tão discutidos e investigados como a escravidão. A existência de uma “brecha camponesa” é uma dessas discussões sustentada por alguns historiadores, com Ciro Cardoso à frente, destacando a importância do tema para a economia brasileira colonial e do século XIX.
A referida tese parte da constatação de que
Segundo José Murilo de Carvalho, deve-se acrescentar o fato de que uma parte significativa da elite política era constituída de magistrados. Desse modo, a profissão contribuiu para aumentar os índices de homogeneidade da elite política, em termos de visão do mundo, interesses e objetivos a serem alcançados. A elite que assumiu o poder e foi, ao mesmo tempo, se construindo no Brasil pós-independência possuía características básicas de unidade ideológica e de treinamento que não estavam presentes nas elites de outros países. Apesar de não ser nada representativa do conjunto da população, teve condições de realizar uma política de construção de um Estado centralizado e conservador.
(Boris Fausto. História do Brasil, p.184. Adaptado)
No fragmento, Boris Fausto apresenta uma análise sobre
Em 1684, a tempestade caiu sobre o Maranhão. Os irmãos Manuel e Tomás Beckman, o primeiro, proprietário de engenho, o segundo, poeta e advogado, apoiados por cerca de oitenta homens armados, entre eles senhores de engenho e comerciantes locais, comandaram o movimento. Aos gritos de “Mata, mata os padres da Companhia”, os rebeldes saíram pelas ruas, batendo de porta em porta e convocando a população a tomar o Colégio Nossa Senhora da Luz, onde se instalava a Companhia de Jesus.
(L. M. Schwarcz; H.M. Starling. Brasil: uma biografia, p.222. Adaptado)
O movimento em referência teve como parte de suas causas a

Observe a pintura de Victor Meirelles e leia o texto que segue.


Imagem associada para resolução da questão


Meirelles atingiu a convergência rara de formas, intenções e significados que fazem com que um quadro entre poderosamente dentro de uma cultura. Esta imagem do descobrimento dificilmente poderá vir a ser apagada, ou substituída. Ela é a primeira missa do Brasil. São os poderes da arte fabricando a História.

(Jorge Coli. A pintura e o olhar sobre si [...]. Em: Marcos C. Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, p.384. Grifo do autor)

Na análise do historiador Jorge Coli, a pintura em referência

Para o grupo que marcou o nascimento da História acadêmica e consagrou a divisão quadripartite da História da Civilização, quanto mais próxima do presente a pesquisa histórica se pautasse, tanto mais sujeita a erros e distorções por parte do historiador, cujo ofício deveria, idealmente, ser apartado de todo engajamento nas questões político-ideológicas do seu tempo. Para esse grupo de historiadores, as maiores dificuldades em escrever uma História Contemporânea eram a falta ou a exiguidade de arquivos e o caráter aberto do período contemporâneo, ainda influente nos acontecimentos do presente de cada historiador.
(Marcos Napolitano. Pensando a estranha história sem fim. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, p.164/5. Adaptado)
Marcos Napolitano se refere ao grupo de historiadores