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A Lei nº 7.498/1986, que regulamenta o exercício da enfermagem, estabelece que a função gerencial, incluindo o planejamento, a organização, a direção e o controle das atividades de enfermagem, é privativa do enfermeiro, sendo ele o responsável por prover e manter pessoal de enfermagem qualificado e em número suficiente para a prestação de cuidados seguros e de qualidade.
A Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem postula que o enfermeiro deve assumir integralmente as ações de cuidado do indivíduo, pois este, por si só, não possui a capacidade de atender às suas necessidades de autocuidado em nenhuma circunstância, necessitando de intervenção contínua do profissional.
A Portaria GM/MS nº 3.121, de 2001, estabelece que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) deve ser organizado de forma a garantir a cobertura vacinal adequada em todo o território nacional, com a oferta de vacinas, insumos e equipamentos necessários, sendo responsabilidade do enfermeiro a administração exclusiva das vacinas, sem possibilidade de delegação a outros profissionais de nível médio.
No contexto da atuação em AIDS, o Ministério da Saúde preconiza que o enfermeiro, ao realizar a testagem anti-HIV, deve garantir a confidencialidade dos dados do paciente e oferecer aconselhamento pré e pós-teste, sendo fundamental a compreensão das particularidades psicossociais envolvidas no processo de diagnóstico e adesão ao tratamento.
A participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio dos conselhos e conferências de saúde, é um direito garantido pela Constituição Federal e pela legislação específica, visando assegurar o controle social sobre as políticas e ações de saúde e a transparência na aplicação dos recursos públicos.