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A Atenção Farmacêutica representa um avanço na prática profissional do farmacêutico, transcendendo a dispensação de medicamentos para um acompanhamento integral do paciente. Em muitos contextos, como em farmácias comerciais, a percepção dessa atuação ainda é limitada, muitas vezes associada a funções administrativas ou financeiras. No entanto, o papel do farmacêutico como profissional de saúde é fundamental.
A gestão de estoques farmacêuticos é crucial para garantir a disponibilidade de medicamentos e evitar perdas. Uma farmácia hospitalar de grande porte enfrenta desafios constantes para manter um equilíbrio entre o suprimento adequado e a minimização de desperdícios. A ocorrência de perdas pode estar associada a diversos fatores, desde o vencimento de produtos até a má conservação ou o uso inadequado.
Em relação à Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS), especificamente no que tange à Atenção Básica, a Política Nacional de Medicamentos, instituída em 1998, representou uma mudança significativa em relação ao modelo anterior. O antigo modelo, marcado pela Central de Medicamentos (CEME) criada em 1971, possuía características centralizadoras que geravam ineficiências.
O farmacêutico, em sua atuação profissional, deve pautar-se por um conjunto de princípios éticos que norteiam suas condutas e garantem a proteção da saúde da população. A Resolução CFF nº 596/2014 estabelece o Código de Ética Farmacêutica, definindo normas e responsabilidades inerentes à profissão. Um dos pilares fundamentais desse código é a responsabilidade social.
Um farmacêutico de Santos, ao ser questionado sobre a organização de sua farmácia comunitária, explica que a legislação vigente estabelece normas claras para o funcionamento desses estabelecimentos, visando garantir a qualidade dos medicamentos e a segurança dos pacientes. Ele menciona que a lei que rege a profissão é um dos pilares dessa regulamentação.