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Um diagnóstico organizacional constata que, diante de falhas, a resposta recorrente de um órgão é criar novas regras impessoais para cobrir cada exceção; estas, por sua vez, reduzem ainda mais a margem de iniciativa, geram novas falhas e demandam novas regras. Um analista interpreta esse padrão autoalimentado à luz de Michel Crozier. A leitura teoricamente adequada desse fenômeno é a de que:
Diversos órgãos públicos de um mesmo estado passam a adotar, em pouco tempo, modelos quase idênticos de planejamento estratégico e de “escritórios de projetos”, ainda que sem evidência de ganho de eficiência, em parte por exigência de órgãos de controle, por imitarem instituições tidas como bem-sucedidas e pela disseminação de padrões por consultorias e cursos de formação. Para interpretar essa crescente semelhança, um analista recorre a DiMaggio e Powell e ao conceito de isomorfismo institucional. As três formas de isomorfismo que explicam, na ordem, os três motivos citados são:
Em um órgão público, observa-se que servidores passam a cumprir as normas de modo tão rígido e literal que o respeito ao procedimento se torna um fim em si mesmo, sobrepondo-se aos objetivos que as normas deveriam servir — a ponto de o atendimento ao cidadão ser prejudicado “porque o regulamento manda assim”. Um analista reconhece nesse quadro a disfunção que Robert Merton, ao revisar criticamente o tipo ideal weberiano, descreveu como deslocamento de metas (goal displacement), associada à noção de “incapacidade treinada” (trained incapacity), expressão que Merton retoma de Thorstein Veblen. O sentido teórico dessa crítica é o de que a burocracia:
Em uma exposição sobre os fundamentos do poder estatal, um analista retoma a definição weberiana clássica segundo a qual o Estado moderno é a comunidade humana que, dentro de determinado território, reivindica para si o monopólio do uso legítimo da força física. O elemento que, nessa definição, distingue o poder do Estado moderno de outras formas de exercício da força é o(a):
Para compreender as dinâmicas informais de uma equipe, um analista decide inserir-se no cotidiano dessa equipe por período prolongado, participando das atividades e registrando sistematicamente as interações em diário de campo, com o objetivo de apreender os sentidos das práticas a partir do ponto de vista dos próprios participantes. A técnica de pesquisa qualitativa que melhor descreve esse procedimento, consagrada na tradição etnográfica desde Malinowski, é a: