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O sistema de quantificação do Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP-Q), recomendado pela Sociedade Internacional de Continência (ICS), fornece uma descrição objetiva e padronizada da anatomia do assoalho pélvico. O sistema utiliza nove pontos de medição em relação ao hímen (plano himenal = 0), com valores negativos indicando posições proximais (internas) e positivos indicando posições distais (exteriorizadas). Qual o significado da medida do Comprimento Vaginal Total (CVT) e como ela é utilizada para definir o Estádio IV do prolapso?
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que afeta predominantemente mulheres em idade fértil. A gestação em pacientes com LES é considerada de alto risco, com aumento da morbidade materna e fetal, especialmente se a doença estiver ativa no momento da concepção ou se houver acometimento renal (nefrite lúpica). Analise as afirmativas a seguir sobre o manejo do LES na gestação.

I.A gestação deve ser idealmente planejada para um período de remissão da doença (pelo menos 6 meses de doença inativa), pois a atividade da doença na concepção é o maior preditor de "flare" (reativação) durante a gravidez e de pré-eclâmpsia.
II.A Hidroxicloroquina é o medicamento de manutenção de escolha e deve ser mantido durante toda a gestação em todas as pacientes com LES, pois demonstrou eliminar o risco de "flares", e do risco de bloqueio cardíaco congênito em fetos de mães com anticorpos anti-Ro/SSA positivos.
III.O uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) deve ser evitado após a 32ª semana de gestação devido ao risco de fechamento prematuro do canal arterial (ducto arterioso) e oligoâmnio por insuficiência renal fetal.

Está correto o que se afirma em:
Uma gestante de 28 anos, primigesta, com 32 semanas de gestação, é admitida com queixa de cefaleia intensa, escotomas visuais e dor epigástrica. Apresenta pressão arterial de 170/115 mmHg. Exames laboratoriais revelam plaquetas de 85.000/mm³, TGO (Transaminase Glutâmica Oxalacética) de 150 U/L e creatinina de 1,4 mg/dL. O diagnóstico de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade é estabelecido. Analise as afirmativas a seguir sobre o manejo imediato desta paciente.

I.A conduta inclui a administração imediata de Sulfato de Magnésio para prevenção da eclâmpsia e a administração de um anti-hipertensivo de ação rápida (ex: Hidralazina intravenosa) para controle emergencial da pressão arterial severa.
II.A administração de Corticoesteroides (ex: Betametasona) para maturação pulmonar fetal está indicada, e a interrupção da gestação deve ser planejada, mas adiada por 48 horas para permitir o efeito máximo do corticoide, desde que as condições maternas permaneçam estáveis.
III.A interrupção da gestação pela via mais rápida (cesariana, neste caso) está indicada imediatamente após a estabilização materna, pois a presença de disfunção de múltiplos órgãos-alvo (plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal) torna o adiamento da interrupção, mesmo para corticoterapia, um risco inaceitável.

Está correto o que se afirma em:
Durante a realização de uma histerectomia total abdominal, a identificação e a ligadura dos pedículos vasculares são etapas críticas. O suprimento sanguíneo uterino é predominantemente assegurado pela artéria uterina, um ramo da artéria ilíaca interna. No entanto, o suprimento ovariano, que se anastomosa com o fundo uterino, origina-se de um vaso calibroso cuja ligadura é essencial na ooforectomia. A lesão iatrogênica do ureter é uma complicação temida, ocorrendo mais frequentemente em um ponto anatômico específico onde sua relação com a artéria uterina é mais íntima, conhecido como "água debaixo da ponte". Qual a origem da artéria ovariana e qual a localização anatômica precisa onde o ureter cruza a artéria uterina?
A dopplervelocimetria das artérias umbilicais é uma ferramenta essencial na vigilância do bem-estar fetal em gestações de alto risco, especialmente na Restrição de Crescimento Fetal (RCF) de origem placentária. A análise da onda de velocidade de fluxo durante a diástole fetal reflete a resistência vascular na placenta. O achado de fluxo diastólico final ausente (Diástole Zero) ou reverso na artéria umbilical é um sinal de grave insuficiência placentária. Qual é o significado fisiopatológico da Diástole Zero?