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Pesquisas têm demonstrado que áreas semiabertas, criadas por divisórias de pouca altura como forma de organização dos espaços na educação infantil, permitem as crianças se certificarem, pelo olhar, que o educador está por perto e possibilitam que um número reduzido de parceiros se reúna em torno de uma zona estruturadora de atividades. Tais zonas podem ser um escorregador, uma casinha de bonecas, um canto para guardar carrinhos maiores como em garagem, cabides com várias roupas, bolsas, chapéus, guarda-chuvas dependurados. Diante disso, leia as afirmações abaixo e complete-as com V, se verdadeiras e F, se falsas:
( ) Nessa organização, não há necessidade de o educador atrair a atenção de todas as crianças, ao mesmo tempo, para si. Com isso as crianças esperam menos para serem atendidas e aproveitam este tempo em outras atividades interessantes.

( ) Nesse modo de organizar o espaço, existe a possibilidade de as crianças se descentrarem da figura do adulto, de sentirem segurança e confiança ao explorarem o ambiente, de terem oportunidades para contato social e momentos de privacidade.

( ) Esses grandes grupos formados por esse tipo de organização do espaço impedem a coordenação das ações das crianças, o que leva a criação de múltiplos enredos de brincadeira, diminuindo a troca entre eles e dificultando a linguagem.


A sequência correta de cima pra baixo é:
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Diante de uma pesquisa realizada em uma instituição de educação infantil, foram obtidos elementos para análise, entre os quais, a ordem, o momento e o espaço utilizado na organização das atividades. Assim como a hora do suco, como citado abaixo, a rotina elaborada é realizada sempre no mesmo horário, invariável, independentemente do local e da situação desempenhada. Leia o relato:

Imagem associada para resolução da questão

https://site.veracruz.edu.br/doc/ise_tcc_manuela_ass uncao_crosera.pdf
A situação apresentada aponta:
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Quanto à organização dos espaços e do tempo, na educação infantil, Bassedas, Huguet e Solé (1999, p.100) afirmam que: “As atividades sucedem-se normalmente na mesma ordem e isso faz com que as crianças sintam-se seguras e confiantes. É necessário oferecer aos meninos e às meninas pontos de referência estáveis, com os quais aprenderão a antecipar e a prever o que depois e cada vez se sentirão mais tranquilos na escola. A educadora, com as suas explicações e verbalização aproveita esses momentos para ensinar as crianças. Também há outros recursos que se utilizam para ajudar-lhe a antecipar e a orientar-se no tempo: a canção para ir ao pátio, as fotografias dos diferentes momentos do dia, um fantoche que lhe avisa que está na hora da refeição etc.”. Assim, o professor deve estar preparado, de imediato, para quaisquer situações ou imprevistos, e isso requer dele:
Leia a narração:

“uma criança branca pergunta à educadora se ficará suja se pegar na mão de outra criança negra, a educadora que também era negra contou o caso sorrindo e disse à criança “que é claro que não, todo mundo é igual”; um monitor relembra o dia em que um grupo de meninas brincava “de casinha” e, dentre elas, a menina negra, a qual ele denominou “a de pele mais escura” fazia o papel de empregada doméstica, ele resolveu intervir sugerindo que as meninas trocassem de papéis, mas elas abandonaram o jogo e quando ele se afastou, elas retomaram a brincadeira com a mesma divisão de papéis; a linguagem usada pelas educadoras ao definir as crianças que passavam por episódios preconceituosos: “cabelo ruim” ou “mas essa era pretinha mesmo, pretinha que chegava a ser azul de tão preta”. (AFONSO,1995, p.17)

Para que esse tipo de comportamento seja superado, práticas promotoras de igualdade racial são necessárias, como:

Leia o relato, abaixo:


Yasmim, do berçário dois: o pai é negro e a mãe é branca. Quando viu a imagem de um homem negro no mural da sala, logo associou a seu pai e apontou a fotografia, demonstrando satisfação enorme, e falou: “Papai! Papai!” Quando observamos essa cena, nós nos demos conta de que talvez as crianças negras nunca houvessem tido a oportunidade de fazer esse tipo de associação ou identificação entre os seus familiares e imagens expostas nas paredes do CEI. Isso teve muito impacto. Isso mudou nosso olhar e nos fez ver como a questão da diversidade racial precisa estar presente em todos os espaços da escola.


Professora Ana Carolina,

CEI Josefa Júlia,25/5/2011.


https://www.gov.br/mec/ptbr/media/seb/pdf/publicacoes/educacao_infantil/revis tadeeducacaoinfantil_2012.pdf


Pela exposição da professora, pode-se concluir que: