Filtrar


Questões por página:
Em suas aulas de Educação Física no Ensino Médio Integrado de um IF, a professora Jaqueline propôs aos estudantes uma análise comparativa entre vídeos de aulas de ginástica funcional em academias, apresentações de ginástica rítmica de alto rendimento e registros históricos sobre a ginástica no século XIX. A atividade foi mediada pela leitura comentada de excertos do livro “A Imagem da Educação do Corpo: estudo a partir da ginástica francesa no século XIX”, de Carmen Lúcia Soares (1998). A intenção era evidenciar como a racionalidade técnica, positivista e disciplinadora ainda estrutura determinadas práticas corporais contemporâneas. Com base nesse contexto pedagógico e nas reflexões teóricas de Soares (1998), analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A ginástica do século XIX contribuiu para a construção de um modelo corporal burguês, marcado pela utilidade, sobriedade e autodomínio, o que pode ser identificado hoje em práticas como a ginástica laboral, que objetiva a produtividade e a prevenção de doenças funcionais no ambiente de trabalho.
( ) A crítica aos “excessos do corpo” presentes no discurso higienista oitocentista encontra ressonância em práticas atuais como a ginástica artística, nas quais a espontaneidade e a desorganização corporal são incentivadas como sinais de liberdade expressiva.
( ) A crença na ciência como instância reguladora da vida corporal, típica do positivismo oitocentista, permanece presente em práticas como a ginástica funcional, que utiliza parâmetros biomecânicos e fisiológicos para medir e aperfeiçoar o desempenho corporal.
( ) A racionalidade moderna da ginástica oitocentista influenciou a criação de sistemas pedagógicos que compreendem o corpo como expressão simbólica e subjetiva, baseando-se em teorias fenomenológicas e críticas ao modelo mecanicista.
( ) Assim como no século XIX, práticas de ginástica contemporânea muitas vezes operam com padrões de normalização e ajustamento corporal, apagando diferenças étnico-raciais, de classe, de gênero e de capacidades, e reforçando um ideal normativo de corpo eficiente e produtivo.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Visualizar Questão Comentada
Durante a organização dos Jogos Intercampi de um IF, um grupo de alunas solicita a inclusão de uma categoria mista no futebol, argumentando que, além de se sentirem mais à vontade jogando com colegas do sexo oposto, há número reduzido de meninas no campus, o que inviabiliza a formação de uma equipe exclusivamente feminina. Para elas, a divisão por gênero nas competições reforça desigualdades e limita sua participação em um evento que deveria ser educativo e integrador. Contudo, parte da comissão organizadora alega que a inclusão de categorias mistas comprometeria a competitividade e a “natureza do esporte”. Em uma assembleia estudantil, o professor de Educação Física, responsável por acompanhar pedagogicamente o evento, propõe um espaço de debate que envolva o histórico das normas de gênero nos esportes modernos; a reflexão sobre os critérios que definem categorias nas competições; a análise dos sentidos atribuídos ao esporte como construção social e cultural; e o questionamento da ideia de mérito e “naturalização” de diferenças corporais. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que expressa a mediação pedagógica mais coerente com uma perspectiva crítica e emancipadora da Educação Física.
Em um campus agrícola de um IF, estudantes do Ensino Médio Integrado em Agropecuária, que vivem em regime de internato e realizam atividades técnicas no campo, relatam ao professor de Educação Física sintomas como fadiga, dores nas costas e desmotivação para praticar atividades físicas nos momentos livres. Em uma roda de conversa, os estudantes também compartilham a percepção de que o corpo é visto apenas como ferramenta de produção, tanto nas aulas técnicas quanto em suas vivências familiares na agricultura. Diante dessa realidade, o professor propõe uma sequência pedagógica articulando os seguintes temas:

• A reflexão sobre o corpo como sujeito histórico e socialmente constituído.
• A análise crítica das condições do trabalho no campo e suas implicações sobre o corpo e a saúde.
• Práticas corporais que ressignificam o movimento como expressão, consciência e cuidado de si, para além da lógica produtivista.
• Integração com outras áreas do currículo, relacionando ciência, trabalho e emancipação humana.

Essa proposta se fundamenta, principalmente, em qual perspectiva pedagógica da Educação Física?
Durante o desenvolvimento de um projeto interdisciplinar sobre Saúde Coletiva e corpo no Ensino Médio Integrado de um Instituto Federal (IF), um grupo de professores de Educação Física propôs analisar criticamente os discursos predominantes sobre saúde na escola. Em suas discussões, concluiu-se que o discurso da saúde pode operar como uma forma de __________, ao ser apresentado como neutro e universal, ocultando as determinações __________ que condicionam o bem-estar dos sujeitos. Esse discurso, amplamente difundido na Educação Física, tende a responsabilizar o indivíduo por sua própria saúde, promovendo uma lógica de ______________, alinhada aos princípios do neoliberalismo. Com isso, a Educação Física escolar corre o risco de se tornar uma ferramenta de ______________, ao prescrever condutas corporais baseadas em normas de eficiência e produtividade.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Conforme a Lei nº 9.394/1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, é correto afirmar que:
Visualizar Questão Comentada