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Essa perspectiva não tem nada a ver com história local. Os historiadores que trabalham segundo essa abordagem se debruçam, reduzindo a escala, sobre problemas muito gerais. Contudo, são frequentemente acusados de desvalorizar outras abordagens, mas a questão é outra. Por vezes nos deparamos com problemas que não conseguimos explicar; por isso, buscamos mudar a escala para verificar se nos confrontamos com outras realidades e com questões diferentes. Na verdade, pretendemos exatamente a generalização.
Adaptado de LEVI, Giovanni. O pequeno, o grande e o pequeno, Revista Brasileira de História, v.37, nº 74,2017, pp.169-170.

Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a abordagem historiográfica descrita.
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A Revolta dos Malês aconteceu em meio a um forte movimento de conversão ao islamismo entre os nagôs. Esta era, naquela altura, a nação mais numerosa da população africana em Salvador, representando cerca de 30% dos escravizados nascidos na África. O levante fora planejado pelos mestres malês, chamados alufás entre os nagôs, para ter início no final do Ramadã, o mês do jejum muçulmano, possivelmente depois da festa de Laylat al-Qadr.

Adaptado de REIS, João José.” Os malês segundo ‘Abd Al-Raḥmān Al-Baghdādī, um imã otomano no Brasil oitocentista”. Revista Brasileira de História, vol.43, no 93, pp.362-363.

A partir do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente um fator que contribuiu para a organização da Revolta dos Malês (1835).
Memória e história, longe de serem sinônimos, aparecem em oposição fundamental. A memória é vida, aberta à dialética entre lembrar e esquecer, vulnerável à manipulação e à apropriação. A história, por sua vez, é a reconstrução, sempre problemática e incompleta, daquilo que já não existe. A memória é um fenômeno sempre atual; a história, por ser uma produção intelectual e secular, exige análise e crítica.

Adaptado de NORA, Pierre. Between Memory and History: Les Lieux de Mémoire, Representations, No.26,1989, p.8

Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a distinção estabelecida pelo autor entre memória e história.
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Os escritores e intelectuais brasileiros, embora reconhecessem a herança ibérica e católica que o Brasil e a América Espanhola têm em comum, também ressaltavam as diferenças que os separavam: a geografia, a história, a economia e, acima de tudo, a língua, a cultura e as instituições políticas.

Adaptado de BETHELL, Leslie. “O Brasil e a ideia de “América Latina” em perspectiva histórica”. Estudos Históricos, vol.22, n.44,2009, p.293.

As afirmativas a seguir mencionam elementos de distinção entre a trajetória histórica do Brasil e a dos países de herança hispanoamericana, à exceção de uma. Assinale-a.

Observe a imagem a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Fonte: PÉREZ, Louis. Cuba in the american imagination. Metaphor and the imperial ethos. Chapel Hill: The University of North Carolina Press,2008, p.125.



A imagem retrata um personagem adulto, vestido com trajes associados à burguesia e identificado como os Estados Unidos, alimentando com uma colher um personagem infantil que simboliza Cuba. Sobre a mesa ao lado aparecem três recipientes rotulados como: “Emenda Platt – tônico para crianças”, “redução das tarifas sobre o açúcar cubano” e “concessões comerciais”.



Considerando o contexto de aprovação da Emenda Platt (1901), assinale a afirmativa que interpreta corretamente a representação norte-americana de Cuba.