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Frente às tendências que Behring & Boschetti (2007, p. 164) apontam a respeito da política social e a difícil coexistência entre universalidade e hegemonia neoliberal, destaca-se o processo de privatização passiva que a proposta de saúde pública e universal passa a sofrer, assim como na política de assistência social, com a tímida inserção do SUAS em todos os municípios, como por exemplo “os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) atingem, atualmente, 27,5% dos municípios brasileiros”. Um dos agravantes e determinantes para manutenção desse quadro é a 
No debate acerca da concepção de família desenvolvido por Mioto (2010) é assinalado que “a família, nas suas mais diversas configurações constitui-se como um espaço altamente complexo. É construída e reconstruída histórica e cotidianamente, através das relações e negociações que estabelece entre seus membros, entre seus membros e outras esferas da sociedade e entre ela e outras esferas da sociedade, tais como Estado, trabalho e mercado. Reconhecese também que além de sua capacidade de produção de subjetividades, ela também é uma unidade de cuidado e de redistribuição interna de recursos”. Nesse sentido, a autora conclui que essa concepção compreende a família não apenas como uma construção 
No editorial organizado por Yazbeck, Raichelis & Sant´Ana (2020) da Revista Serviço Social e Sociedade sobre “Questão Social, Trabalho e crise em tempos de pandemia”, as autoras relembram aos assistentes sociais-leitores que, por configurarem expressões concretas da atual fase de acumulação do capitalismo internacional, não se pode creditar à pandemia causada pelo novo coronavírus:  
De acordo com Bravo & Matos (2009), pensar hoje uma atuação competente e crítica do Serviço Social na área da saúde exige, dentre outros compromissos, 
Na obra “O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional”, Iamamoto (2005) aponta importantes reflexões sobre as demandas profissionais no âmbito das relações sociais entre o Estado e a sociedade. Nessa direção, a autora menciona ao menos quatro tendências que ela denomina de “temas ocultos” (p. 151) no debate profissional, ou seja, que não têm destaques nas análises da profissão.

Dentre esses temas, evidencia-se que a profissão tem olhado