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A digestão e absorção de nutrientes são processos complexos que ocorrem ao longo do trato gastrointestinal. A boca inicia a quebra mecânica e química de carboidratos pela ação da amilase salivar, enquanto o estômago, com seu ambiente ácido e enzimas proteolíticas, inicia a digestão de proteínas e lipídios em menor escala, transformando o bolo alimentar em quimo. A maior parte da digestão e absorção de macronutrientes ocorre no intestino delgado, onde enzimas pancreáticas e da borda em escova atuam para quebrar carboidratos em monossacarídeos, proteínas em aminoácidos e lipídios em ácidos graxos e glicerol para posterior absorção.
A digestão de proteínas tem início no estômago com a ação da pepsina, que quebra as proteínas em peptídeos menores. No intestino delgado, a tripsina e outras enzimas proteolíticas pancreáticas continuam esse processo, hidrolisando os peptídeos em aminoácidos e pequenos peptídeos, que são então absorvidos pelas células intestinais e transportados ao fígado. A ativação do pepsinogênio em pepsina ocorre em ambiente alcalino, permitindo a digestão do colágeno.
A fibra dietética, composta por cadeias de moléculas de açúcar com ligações beta, não é digerida por enzimas humanas devido à ausência de enzimas capazes de hidrolisar essas ligações. Assim, a maior parte da fibra passa íntegra pelo trato gastrointestinal, desempenhando funções importantes na regulação do trânsito intestinal e na microbiota. Em contrapartida, o amido, um carboidrato complexo com ligações alfa, é eficientemente hidrolisado pela amilase salivar e pancreática, resultando em monossacarídeos absorvíveis.
A triagem, avaliação e diagnóstico nutricional (TAD) são etapas fundamentais no planejamento da intervenção nutricional. A triagem identifica indivíduos em risco nutricional, a avaliação aprofunda a análise do estado nutricional utilizando dados antropométricos, bioquímicos, clínicos e de consumo alimentar, e o diagnóstico nutricional estabelece o problema nutricional identificado, sua causa e seus sinais e sintomas, orientando o plano terapêutico.
No manejo dietoterápico da hipertensão arterial sistêmica, a restrição severa de sódio é a única intervenção nutricional necessária, podendo ser desconsideradas outras estratégias como o aumento da ingestão de potássio e magnésio, bem como a adoção de padrões alimentares como a dieta DASH, pois a redução do sódio é suficiente para o controle da pressão arterial.