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O Período Republicano em Pernambuco foi marcado por uma transição pacífica e pela consolidação imediata das instituições democráticas, sem a ocorrência de conflitos sociais ou disputas pelo poder que caracterizaram outras fases da história estadual.
A Insurreição Pernambucana de 1654, a Guerra dos Mascates de 1710, a Revolução Pernambucana de 1817 e a Revolução Praieira de 1848 são exemplos de movimentos que expressaram o descontentamento de diferentes grupos sociais pernambucanos contra o domínio português ou a ordem estabelecida, cada um com suas particularidades e consequências.
A presença holandesa em Pernambuco, especialmente durante o governo de Maurício de Nassau, representou um período de avanços urbanísticos e culturais, mas sua posterior expulsão e a consequente crise econômica do açúcar marcaram o fim de uma era de prosperidade, embora a herança afrodescendente tenha se consolidado nesse período.
A Guerra dos Cabanos, ocorrida em Pernambuco em 1835, foi um movimento de caráter popular e separatista, motivado por questões de ordem social e econômica, que desafiou a autoridade do governo imperial e resultou em um longo e sangrento conflito.
A fundação de Olinda e Recife, marcos iniciais da colonização pernambucana, ocorreu em um contexto de disputa territorial e econômica com outras potências europeias, influenciando diretamente a organização administrativa e a vocação econômica da região.