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Para uma feira cultural promovida por uma escola de Ensino Médio com o tema diversidade, um professor de Artes Visuais ficou responsável por organizar uma exposição que destacasse as manifestações artísticas presentes na comunidade local. Como parte dessa atividade, ele desafiou seus estudantes a, individualmente, selecionarem uma manifestação artística específica de uma cultura presente na comunidade local. Para isso, eles precisariam considerar a diversidade étnica, religiosa e socioeconômica. Depois, os estudantes deveriam realizar uma pesquisa sobre as origens históricas, simbolismos e contextos sociais da manifestação artística escolhida. Por fim, o professor solicitou que produzissem, artisticamente, uma obra a ser exposta na feira cultural. Como avaliação, o docente precisou pensar em um método que lhe permitisse verificar a compreensão dos alunos sobre a manifestação artística escolhida e que fosse coerente com a dinâmica da atividade realizada.

Com relação ao tipo de avaliação a ser aplicado por esse docente, o método mais adequado consiste em
Tema, forma e conteúdo sempre foram os três componentes básicos de uma obra de arte e estão ligados de modo inseparável. Geralmente, o tema é “o quê” (o tópico, o foco ou a imagem); a forma, o “como” (o desenvolvimento da obra, sua composição ou materialização); e, o conteúdo, o “porquê” (a comunicação ou significado por trás da obra).

OCVIRK, O. G. et al. Fundamentos da arte: teoria e prática. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014, p. 8 (adaptado).

A partir dessas informações, assinale a opção que apresenta o modo adequado para trabalhar, em sala de aula, os conceitos apresentados no texto.
Sabe-se que a escola desempenha um importante papel na promoção de uma educação intercultural, pois é no contexto da sala de aula — no convívio com os professores e com os colegas — que o aluno exercita hábitos, assimila valores culturais repassados e desenvolve atitudes. Dessa forma, o ensino multicultural na aula de Arte abre possibilidades de diálogos entre as diversas culturas, além de promover a interação entre elas, o que caracteriza a interculturalidade.

Disponível em: https://faeb.com.br/anais-do-xxvi-confaeb/. Acesso em: 17 ago. 2024 (adaptado).

Com base no texto apresentado, assinale a alternativa que corresponde a uma proposta intercultural para o ensino de Artes Visuais.
Uma professora realizou um projeto em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) sobre inclusão e direitos humanos no âmbito da alfabetização. Ao longo do projeto, os estudantes deveriam produzir um cordel. Durante o processo de investigação para a sua elaboração, os alunos buscaram informações acerca das memórias individuais e coletivas, o que permitiu a ampliação da compreensão do universo sociocultural e da sua trajetória histórico-temporal. Nesse sentido, o projeto visou transversalizar alfabetização, história e memória individual, coletiva e local, as quais, vinculadas à alfabetização de jovens e adultos, são refletidas na emergência de práticas inclusivas de ensino e de aprendizagem no cotidiano da escola.

Nessa situação, a produção de um cordel configura-se como estratégia eficaz para uma prática inclusiva na alfabetização desse público de estudantes porque o cordel,
Como é a rotina de uma família indígena? As famílias acordam cedo, entre quatro e cinco da manhã. Em seguida tomam banho e se juntam para realizar a primeira refeição do dia. Depois, uns vão pescar, outros vão caçar, outros vão para a roça e outros, ainda, para a escola. No início da tarde, todos começam a chegar de seus afazeres. Quem foi pescar chega com o seu peixe. Quem foi para roça já chega com a sua fruta ou sua mandioca. Quem foi para escola já estudou e está de volta a sua casa. Todo o serviço básico do dia está resolvido. Então, o resto do dia é pra interagir com a família, com a comunidade e — por que não? — pendurar a rede na beira do rio, aproveitar a vida e apreciar a natureza. Se a vida pode ser mais simples e ter menos sofrimento, por que se matar de trabalhar? Não estou dizendo que sou contra trabalhar oito horas por dia; estou apenas lembrando que são filosofias de vida diferentes. Tampouco estou dizendo que uma filosofia de vida é melhor que a outra. Cada sociedade vai avaliar o que é melhor. Acontece que os povos indígenas avaliam, do ponto de vista filosófico e cosmológico, que a forma de vida que eles querem é esta: bem-viver.

BANIWA, G. L. A inclusão da temática indígena na escola. In: RUSSO, K.; PALADINO, M. (org.). Ciências, tecnologias, artes e povos indígenas no Brasil: subsídios e debates a partir da Lei n. 11.645/2008. Rio de Janeiro: Garamond, 2016 (adaptado).

Estaria em conformidade com as ideias apresentadas no texto a elaboração de uma proposta educacional que